Correção laparoscópica de fístula vesicovaginal sem bipartição vesical
O trabalho “Correção laparoscópica de fístula vesicovaginal sem bipartição vesical” foi apresentado pela equipe da Master Clínica no 24º World Congress of Endourology, realizado em Cleveland, Ohio, Estados Unidos, em 2006, considerado o maior congresso mundial de endourologia. Dessa forma, o estudo evidencia a relevância científica da equipe e, além disso, reforça sua atuação em um cenário internacional de destaque na cirurgia minimamente invasiva.
Inicialmente, a abordagem laparoscópica para tratamento da fístula vesicovaginal tem sido amplamente descrita na literatura. No entanto, a maioria das técnicas tradicionais envolve a bipartição vesical. Por outro lado, abordagens que evitam essa etapa podem reduzir a agressividade do procedimento. Assim, a técnica sem bipartição surge como uma alternativa promissora.
Técnica cirúrgica e abordagem
No estudo, uma paciente de 36 anos apresentou fístula vesicovaginal medindo entre 7 e 8 mm, localizada entre a região supratrigonal da bexiga e o fundo vaginal. Além disso, a paciente possuía histórico de histerectomia prévia por endometriose. Inicialmente, a equipe aguardou oito semanas antes da intervenção cirúrgica. Em seguida, realizou a abordagem videolaparoscópica transperitoneal. Para isso, posicionou a paciente em Trendelenburg, facilitando o acesso à cúpula vaginal.
Durante o procedimento, a equipe não utilizou cateterização ureteral. Além disso, distendeu a cúpula vaginal com gaze e realizou o fechamento dos orifícios vesicais com sutura interrompida utilizando fio Vicryl 3-0. Para reduzir o risco de recorrência, a equipe interposicionou um retalho pediculado de epíploon entre as estruturas suturadas. Por fim, manteve sonda vesical de demora por 10 dias.
Resultados clínicos – Fístula vesicovaginal tratada por laparoscopia
A cirurgia teve duração de 130 minutos e ocorreu sem intercorrências. Além disso, a paciente apresentou dor mínima e não teve perda sanguínea significativa. No pós-operatório, a paciente recebeu alta no terceiro dia. Posteriormente, após a retirada da sonda vesical, a equipe não identificou recidiva da fístula. A principal dificuldade intraoperatória foi a lise de aderências intestinais na região da fístula. No entanto, isso não comprometeu o resultado final.
Conclusão
Em síntese, a correção laparoscópica da fístula vesicovaginal sem bipartição vesical demonstra ser uma abordagem segura e eficaz. Além disso, a técnica permite menor agressão cirúrgica e preserva a anatomia vesical. Portanto, essa abordagem representa uma alternativa viável às técnicas tradicionais. Consequentemente, o paciente pode apresentar recuperação mais rápida e menor morbidade.
Autores: J. B. Mendes, M. T. Tanaka, M. J. B. C. Giron, O. E. H. Fujita, J. L. Amaro, E. F. Pacagnan, M. R. S. S. B. Mendes, A. S. Tanaka.
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