Laparoscopic radical cystectomy with a y-shape neobladder, assisted by 5 cm incision

Cistectomia radical laparoscópica com neobexiga - Master Clínica

Cistectomia radical laparoscópica com neobexiga ileal em Y

O trabalho “Cistectomia radical laparoscópica com neobexiga ileal em Y assistida por incisão de 5 cm” foi apresentado pela equipe da Master Clínica no 24º World Congress of Endourology, realizado em Cleveland, Ohio, Estados Unidos, em 2006, considerado o maior congresso mundial de endourologia. Dessa forma, o estudo evidencia a relevância científica da equipe e, além disso, reforça sua atuação em um cenário internacional de destaque na cirurgia minimamente invasiva.

Inicialmente, a cistectomia radical com derivação urinária representa um dos procedimentos mais complexos da urologia. Além disso, a realização por via laparoscópica exige alto nível técnico e padronização da técnica. No entanto, essa abordagem pode proporcionar benefícios importantes ao paciente. Assim, a laparoscopia surge como alternativa viável em centros especializados.

Técnica cirúrgica e abordagem

No estudo, um paciente de 62 anos apresentava câncer de bexiga com estadiamento clínico T2b, associado à ureterohidronefrose à direita. Diante desse cenário, a equipe indicou cistectomia radical laparoscópica com derivação urinária por neobexiga ileal. Inicialmente, a equipe posicionou o paciente em Trendelenburg e utilizou cinco portais laparoscópicos. Em seguida, realizou a dissecção completa dos ureteres na região pélvica, com secção próxima à bexiga.

Posteriormente, a equipe abordou a próstata e as vesículas seminais para realizar a prostatectomia radical associada. Além disso, realizou o controle dos pedículos vasculares vesicais com clipes. Após essa etapa, a equipe removeu a peça cirúrgica por meio de uma pequena incisão infraumbilical (Pfannenstiel). Na sequência, por técnica aberta, a equipe confeccionou uma neobexiga ileal em formato de “Y” destubularizada. Em seguida, realizou as anastomoses uretero-neobexiga, mantendo stent ureteral.

Posteriormente, a equipe retomou a laparoscopia para posicionar a neobexiga na cavidade abdominal e realizar a anastomose uretro-neobexiga. Além disso, fixou os braços da neobexiga ao peritônio lateral. Por fim, a equipe fechou os defeitos mesentéricos, realizou drenagem da cavidade e manteve sonda vesical de demora por um mês.

Resultados clínicos – Cistectomia radical laparoscópica com neobexiga

A cirurgia teve duração de 570 minutos e ocorreu sem intercorrências. Além disso, o paciente apresentou sangramento mínimo e dor pós-operatória leve. No seguimento, após um mês, a cistografia demonstrou reservatório com boa capacidade e ausência de extravasamento de contraste. Dessa forma, confirmou-se o bom resultado funcional. O tempo de internação foi de 10 dias.

Conclusão

Em síntese, a cistectomia radical laparoscópica com neobexiga ileal demonstra ser uma técnica factível e eficaz. Além disso, a abordagem minimamente invasiva pode oferecer benefícios ao paciente, mesmo em procedimentos complexos. Portanto, a laparoscopia representa uma alternativa promissora para a realização da cistectomia radical. Entretanto, a padronização da técnica e a avaliação de resultados a longo prazo ainda são necessárias.


Autores: J. B. Mendes, M. T. Tanaka, C. A. Barreira, E. F. Pacagnan, M. R. S. S. B. Mendes, A. S. Tanaka.

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