Laparoscopic approach for ureterolyses after a ureteroneocystostomy due to an iatrogenic injury

Abordagem laparoscópica para ureterólise - Master Clínica

Abordagem laparoscópica para ureterólise após ureteroneocistostomia por lesão iatrogênica

O trabalho “Abordagem laparoscópica para ureterólise após ureteroneocistostomia por lesão iatrogênica” foi apresentado pela equipe da Master Clínica no 24º World Congress of Endourology, realizado em Cleveland, Ohio, Estados Unidos, em 2006, considerado o maior congresso mundial de endourologia. Dessa forma, o estudo evidencia a relevância científica da equipe e reforça sua atuação em um cenário internacional de destaque na cirurgia minimamente invasiva.

Inicialmente, as lesões ureterais iatrogênicas representam um importante desafio cirúrgico. Isso ocorre, principalmente, em casos que exigem reintervenção após reconstruções prévias. Além disso, a presença de aderências e alterações anatômicas aumenta a complexidade do procedimento. No entanto, a laparoscopia se mostra uma alternativa viável, segura e eficaz, mesmo em situações complexas.

Técnica cirúrgica e abordagem

No estudo, uma paciente de 57 anos passou por abordagem laparoscópica sete meses após ureteroneocistostomia. A equipe realizou o procedimento inicial devido à ureterohidronefrose secundária à lesão do ureter direito durante uma retossigmoidectomia laparoscópica. Inicialmente, a evolução foi satisfatória. Contudo, posteriormente, a paciente apresentou dor em flanco. Além disso, exames evidenciaram recorrência da ureterohidronefrose.

Diante desse cenário, a equipe realizou nova abordagem videolaparoscópica transperitoneal. Para isso, utilizou três portais e posicionou a paciente em Trendelenburg. Durante o procedimento, a equipe identificou uma faixa fibrótica constritiva localizada entre 4 e 5 centímetros acima da junção ureterovesical. Essa estrutura causava a obstrução. Em seguida, a equipe liberou a faixa fibrótica. Como resultado, a drenagem ureteral foi restabelecida imediatamente. Além disso, para reduzir o risco de recorrência, a equipe realizou epiploplastia envolvendo o ureter. A equipe não utilizou stent ureteral.

Resultados clínicos – Ureterólise laparoscópica

A evolução pós-operatória foi favorável. A paciente apresentou dor leve e recebeu alta após três dias de internação. Além disso, a equipe realizou seguimento com urografia excretora e ultrassonografia. Durante o acompanhamento, os exames demonstraram melhora progressiva da hidronefrose à direita. Após 16 meses, os resultados confirmaram recuperação sustentada, sem sinais de nova obstrução.

Conclusão

Em síntese, a laparoscopia demonstra ser uma abordagem segura e eficaz, mesmo em reoperações urológicas complexas. Além disso, o método permite tratar a causa da obstrução com menor morbidade. Dessa forma, a ureterólise laparoscópica após ureteroneocistostomia reforça o papel da cirurgia minimamente invasiva no tratamento de complicações iatrogênicas do trato urinário. Consequentemente, o paciente apresenta recuperação mais rápida e melhores desfechos clínicos.


Autores: J. B. Mendes, M. T. Tanaka, E. F. Pacagnan, M. R. S. S. B. Mendes, A. S. Tanaka, R. A. P. Cruzatti.

Saiba mais sobre essa patologia e assista o vídeo da cirurgia clicando no link: reimplante ureteral laparoscópico

 

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